segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Beacon: o GPS que ajuda sua marca a localizar as melhores oportunidades

Precisão, personalização e praticidade: conheça os beacons, estes pequenos dispositivos de localização via bluetooth que podem fazer grandes coisas pelas suas operações
Se você está pesquisando sobre beacons, certamente deve ter ouvido falar deles por aí. E a tendência é que ouça com uma frequência cada vez maior. Porque, embora muito recente, o termo beacon designa um pequeno dispositivo que vem ganhando cada vez mais destaque, sobretudo nas lojas de varejo. E nós não poderíamos deixar de te contar mais sobre uma novidade que pode oferecer várias oportunidades de negócio.
O que são exatamente os beacons?
A tradução imediata é “farol”. E de fato, os beacons operam como um. Afinal, de acordo com este artigo, um beacon é um minúsculo dispositivo que emite sinais por meio de tecnologia bluetooth low energy, também conhecida como bluetooth 4.0. Os sinais podem ser captados por aplicativos de smartphones e tablets. Desta forma, podem ser interpretados como gatilho para uma determinada ação no app.
OU SEJA, O BEACON É UMA ESPÉCIE DE GPS INDOOR QUE CONSEGUE LOCALIZAR, COM PRECISÃO INCRÍVEL, POR QUAL GÔNDOLA UM CLIENTE CAMINHA DENTRO DE UMA LOJA DE DEPARTAMENTOS, POR EXEMPLO.
Assim, esse pequeno dispositivo consegue enviar ofertas altamente personalizadas a esse cliente, tendo como base o histórico com uma marca e a movimentação pelo ponto de venda.
Como é que funcionam os beacons?
Este artigo do Proxxima dá a palavra a um dos maiores defensores da novidade no Brasil: Sergio Percope, diretor da Pontomobi. De acordo com ele, os beacons trabalham em conjunto com os smartphones dos clientes, que devem estar com Bluetooth ativado – e também devem ter um aplicativo da loja instalado. É o beacon que fala com o cliente, por push notifications. “O aplicativo não precisa estar rodando, mas é nele que estará arquivado todo o histórico do cliente com a loja. E isso, sim, é o que possibilita a oferta de mensagens praticamente individualizadas”, explica Percope.
Outro entusiasta dos beacons é Bruno Ruffo, CEO da Kiddo Labs. Ele afirma que, por serem pequenos, utilizarem o bluetooth low energy e por serem extremamente precisos, os dispositivos possibilitam a distinção entre dois sensores a centímetros de distância. “Agora é possível identificar o consumidor que entra na loja, conhecer o seu trajeto ao caminhar pelas seções e apresentar, baseadas em seus hábitos de consumo, ofertas e informações exclusivas para cada produto com uma agilidade impressionante”, diz Ruffo.
Qual a diferença desse bluetooth low energy?
Em relação ao bluetooth comum, o BLE tem dois grandes diferenciais: o primeiro é que gera ondas de rádio, o que faz com que seja mais poderosa a sua penetração em meios físicos (paredes). E o segundo diferencial é que, como o próprio nome indica, o bluetooth low energy consome bem menos energia – apenas uma fração da bateria dos aparatos.
Mas, o beacon não funcionaria como as ações de bluetooth de antigamente?
Não, porque a tecnologia do beacon é muito mais personalizável. Ainda mais se você comparar com aquelas antigas ações de grandes lojas,em que elas pediam para que os clientes ativassem o bluetooth mas enviavam ofertas aleatórias, sem base alguma em suas preferências.
Afinal, faz muito mais sentido oferecer um rótulo novo de cerveja para alguém que sempre compra a bebida do que para uma senhorinha que só leva vegetais e chás, não?
Algum exemplo de como se utiliza um beacon?
Como muita gente ainda torce o nariz para a tecnologia, ela ainda não é vastamente utilizada. Mas há exemplos muito bacanas de aplicação de beacons: as lojas Apple, por exemplo. Se o cliente, por acaso, se aproxima da seção de iPhones com um aparelho antigo, o sensor dispara uma mensagem sugerindo o upgrade. Pode-se até realizar a compra pelo próprio celular.
Isso em se tratando de varejo, mas há muitos outros usos possíveis para os beacons. O vídeo abaixo mostra algumas dessas aplicações, como um restaurante pode aproveitar da tecnologia, enviando ofertas para clientes e viabilizando o pedido sem que eles tenham que comunicá-lo com os garçons, entre outras (em inglês):
O mesmo vale para cafeterias, supermercados, barbearias, tabacarias, farmácias… Enfim, qualquer estabelecimento comercial que queira sofisticar as relações com seus clientes.
Outra aplicação possível para os beacons diz respeito à circulação dentro de edificações. Sim, nos lugares onde o GPS não funciona direito, os dispositivos possibilitarão essa geolocalização indoor. Será possível até triangular os sinais para obter um posicionamento exato dentro de um estabelecimento. Já imaginou entrar em um prédio, escola, clube e ter um guia virtual na sua mão para encontrar os lugares que procura?
Um outro uso para os beacons se relaciona ao conceito de internet das coisas, que abordamos neste artigo. Muito resumidamente, a internet das coisas é a conexão que se estabelece entre geladeiras, luzes, ar condicionados, televisões e demais aparelhos. Os beacons, assim, agiriam como facilitadores, para configurar um ambiente de acordo com a pessoa que lá está.

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terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Áreas de Conhecimento em Gerenciamento de Projetos Pmbok - 5ª edição

O Guia PMBOK® define os aspectos importantes de cada área de conhecimento e como ela se integra com os cinco grupos de processos. Como elementos de apoio, as áreas de conhecimento fornecem uma descrição detalhada das entradas e saídas do processo e uma explicação descritiva das ferramentas e técnicas usadas com maior frequência nos processos de gerenciamento de projetos para produzir cada resultado.
Agora iremos detalhar as áreas de conhecimento específicas do Guia PMBOK® e seus processos com suas entradas, ferramentas e técnicas e suas saídas.Para cada área de conhecimento, teremos uma seção para explicar o que é a área de conhecimento, seus fundamentos e todos os seus processos definidos no Guia PMBOK®.
Para cada um de seus processos, apresentaremos suas entradas, ferramentas e técnicas e suas saídas. Sempre oferecendo exemplos práticos, templates e informações complementares para auxiliar no seu entendimento.
Para o gerente de projetos iniciantes, sugerimos a leitura na sequência abaixo conforme proposta do Guia PMBOK®. Para o gerente de projetos com conhecimento avançado, sugerimos que selecione a área de conhecimento abaixo que necessita de maiores informações:

Renata Collins

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Processos de gerenciamento de projetos

Introdução
O Guia PMBoK é um guia de boas práticas. Verificamos que ele é apenas um guia e não uma metodologia, não é algo amarrado. O Guia PMBoK possui diversos processos, ferramentas e técnicas, porém não se usa tudo e sim aquilo que é realmente necessário num projeto. O guia não determina como será gerenciado um projeto, ele apenas dá boas práticas. A equipe determina quais processos são apropriados, ou seja, há processos que em determinado projeto são inapropriados. Além disso, o PMBoK identifica um subconjunto do conjunto de conhecimentos em gerenciamento de projetos. Ou seja, o guia possui informações consensuais que foram identificados por profissionais da área e que se forem usados nos projetos aumentam as chances de sucesso nesses projetos.
Processos de GerenciamentoExistem basicamente cinco Grupos de Processos, são eles: Iniciação, Planejamento, Execução, Monitoramento e Controle, e Encerramento.
Renata Collins
No gráfico acima podemos verificar a interação entre os processos. Por exemplo, na figura acima observa-se que os processos de iniciação interagem com os processos de planejamento, os processos de planejamento interagem com os processos de execução e assim por diante. Isso significa, por exemplo, que temos processos de iniciação que geram saídas para os processos de planejamento. Processos de uma mesma área também podem gerar saídas para serem entradas para processos da mesma área. Portanto, os processos de alguma forma se relacionam uns com os outros.
A aplicação dos processos também pode ser iterativa, ou seja, na medida em que o projeto vai se desenvolvendo alterações vão sendo feitas nos processos. Às vezes inclusive o planejamento do projeto precisa ser alterado devido alguma mudança requerida pelo cliente e isso teria como efeito revisitar os processos de planejamento, tendo como saída um novo planejamento do projeto. Assim, verificamos que os mesmo processos são abordados novamente, isso nos remete a essa iteratividade nos processos.
Grupos de processo não são fases do projeto. Grupos de Processos é simplesmente um agrupamento dos processos contidos no PMBoK. Existem alguns processos que tem mais a ver com Processos de Iniciação, outros com Planejamento e assim sucessivamente. Os 42 processos do guia PMBoK são divididos nesses 5 grupos de processo. No Processo de Iniciação tem-se dois processos, no processo de Planejamento temos 20 processos, no processo de execução temos 8 processos, no controle temos 10 processos e no encerramento temos 2 processos.
Renata Collins
Grupos de Processos de Iniciação
O Grupo de Processos de Iniciação possui dois processos realizados para definir um novo projeto ou uma nova fase de um projeto existente, através da obtenção da autorização para iniciar o projeto ou a fase. Se o projeto é dividido em fases cada um dos processos do grupo de iniciação é revisitado em cada uma das fases. Ou seja, abordamos novamente os processos de iniciação. Neste grupo de processos o escopo inicial é definido e os recursos financeiros iniciais são comprometidos. Além disso, os processos deste grupo também ajudam a decidir se o projeto deve ser continuado, adiado ou interrompido.
Grupos de Processos de Planejamento
Este grupo possui 20 processos realizados para definir o escopo do projeto, refinar os objetivos e desenvolver os cursos de ação necessários para alcançar os objetivos para os quais o projeto foi criado. Um plano de gerenciamento é um conjunto de planos como um plano de gerenciamento de escopo, um plano de gerenciamento de tempo, um plano de gerenciamento de custo além de outros planos auxiliares.
O Planejamento do projeto é iterativo e continuo progressivamente, não precisa-se definir todo planejamento do projeto no seu inicio e sim em ondas sucessivas na medida que o projeto vai evoluindo e mais informações vão sendo coletadas. Os processos de planejamento definem como a execução deve ocorrer, com seu escopo, tempo, custo além de outros planos definidos conforme o plano.
Grupos de Processos de Execução
O grupo de execução possui outros 8 processos utilizados para executar o trabalho definido no plano de gerenciamento do projeto para satisfazer as especificações do mesmo.Nesses processos é que a maior parte do orçamento será consumido. Também durante a execução é que pode ser necessário atualizar o planejamento e mudar alguns planos de gerenciamento.
Grupos de Processos de Controle e Monitoramento
Este Grupo de Processos possui 10 processos necessários para acompanhar, revisar e regular o progresso e o desempenho do projeto, identificar todas as áreas nas quais serão necessárias mudanças no plano e iniciar mudanças correspondentes.
É nos processos deste grupo que o desempenho do projeto é observado e mensurado de forma periódica e uniforme para identificar variações em relação ao plano.
Grupos de Processos de Encerramento
Este grupo possui 2 processos executados para finalizar todas as atividades de todos os processos visando encerrar formalmente o projeto ou a fase. Os processos de encerramento incluem a aceitação do cliente e do patrocinador, revisão pós-projeto ou fase, documentar lições aprendidas, atualizar ativos dos processos e arquivar documentos relevantes.

domingo, 8 de novembro de 2015

Gerenciamento de Projetos

Gerenciamento de projetos é a aplicação do conhecimento, habilidades, ferramentas e técnicas às atividades do projeto para atender aos seus requisitos. O gerenciamento de projetos é realizado através da aplicação e integração apropriadas dos 47 processos de gerenciamento de projetos, logicamente agrupados em cinco grupos de processos. Esses cinco grupos de processos
são:
  • Iniciação
  • Planejamento
  • Execução
  • Monitoramento e controle
  • Encerramento
Renata Collins
O gerenciamento de um projeto normalmente inclui, mas não se limita à:
  • Identificação dos requisitos;
  • Abordagem das diferentes necessidades, preocupações e expectativas das partes  interessadas no planejamento e execução do projeto;
  • Estabelecimento, manutenção e execução de comunicações ativas, eficazes e colaborativas entre as partes interessadas;
  • Gerenciamento das partes interessadas visando o atendimento aos requisitos do projeto e a criação das suas entregas;
  • Equilíbrio das restrições conflitantes do projeto que incluem, mas não se limitam a : Escopo,Qualidade,Cronograma,Orçamento , Recursos e Riscos.
As características e circunstâncias específicas do projeto podem influenciar as restrições nas quais a equipe de gerenciamento do projeto precisa se concentrar.
Esses fatores estão relacionados de tal forma que se algum deles mudar, pelo menos um outro fator provavelmente será afetado. Por exemplo, se o cronograma for abreviado, muitas vezes o orçamento precisará ser aumentado para incluir recursos adicionais a fim de concluir a mesma quantidade de trabalho em menos tempo. Se não for possível um aumento no orçamento, o escopo ou a qualidade poderá ser reduzido para entregar o produto do projeto em menos tempo,
com o mesmo orçamento. As partes interessadas no projeto podem ter idéias divergentes sobre quais fatores são os mais importantes, gerando um desafio maior ainda. A mudança dos requisitos ou objetivos do projeto pode criar riscos adicionais. A equipe do projeto precisa ser capaz de avaliar a situação, equilibrar as demandas e manter uma comunicação proativa com as partes interessadas a fim de entregar um projeto bem sucedido.
Devido ao potencial de mudanças, o desenvolvimento do plano de gerenciamento do projeto é uma atividade iterativa elaborada de forma progressiva ao longo do ciclo de vida do projeto. A elaboração progressiva envolve a melhoria contínua e o detalhamento de um plano conforme informações mais detalhadas e específicas e estimativas mais exatas tornam-se disponíveis. A elaboração progressiva permite que a equipe de gerenciamento do projeto defina e gerencie o trabalho com um nível maior de detalhes, à medida que o projeto evolui.
Como é o ciclo de vida de um projeto?Conforme mencionado acima, o projeto é planejado, executado e controlado através dos 5 grupos de processo, conforme detalhado abaixo:
IniciaçãoNessa primeira fase, deve-se tomar ciência de todas as informações essenciais, ou seja, equipe e gestor devem conhecer as restrições de qualidade, de tempo e de custo que afetam a realização do projeto. Lembrando que durante a iniciação é importante não só saber como registrar essas premissas e limitações, ok? A preocupação deve recair, sobretudo, no entendimento macro, com o gestor buscando conhecer as influências que interferem de um modo geral no sucesso do projeto. Um bom exemplo de documento que se usa nessa fase é o termo de abertura.
PlanejamentoAntes de se partir para o planejamento, deve haver consentimento da organização sobre os esforços que serão empregados para a realização do projeto, concordando que gerarão bons resultados. Dada a autorização, inicia-se o planejamento. Por isso, nessa fase há um nível de detalhamento muito maior, ao contrário da visão geral que satisfaz a iniciação. O objetivo aqui é estruturar um plano consistente que leve o projeto ao sucesso. Os documentos que contemplam essa fase são a Estrutura Analítica de Projeto (EAP), o cronograma do projeto, o plano de gerenciamento de riscos, outro de comunicações, mais um de qualidade e assim por diante.
ExecuçãoDurante a fase de execução, a atenção passa a estar voltada para o exercício do que foi planejado. O intuito é, portanto, realizar as atividades da melhor forma possível, de acordo com o que foi estimado no plano. É comum que nessa fase ocorram mudanças, como solicitações de alteração no escopo (tanto do ponto de vista do cliente como da organização que realiza o projeto), mas se foi feito um bom planejamento não há com o que se preocupar. Guarde o seguinte: a palavra-chave da execução é qualidade! Por isso, o gerente de projetos precisar se atentar não só para seguir os processos mas para melhorar continuamente, atendendo aos padrões acordados.
Monitoramento e controleO monitoramento e o controle ocorrem paralelamente à execução, constituindo na forma de garantir que o que está sendo feito é compatível com o planejado. Nesse momento ocorre a validação dos avanços. Assim, dependendo do progresso de determinada atividade, um desvio qualquer pode requerer uma intervenção, por exemplo. Mas apesar de ocorrerem concomitantemente com a execução, o monitoramento e o controle partem da premissa que indicadores já foram determinados e que metas foram devidamente estabelecidas na fase de planejamento. Ou seja, essa etapa lida apenas com a aferição do desempenho e do progresso em contraste com o plano.
EncerramentoEngana-se quem pensa que o fato de o projeto estar concluído resulta na eliminação de esforços de gerenciamento. Muito pelo contrário, na finalização surgem etapas que devem ser realizadas com o objetivo de oficializar a conclusão do projeto e agregar informações relevantes para empreendimentos futuros. Dentre as atividades que encerram um projeto, podemos destacar a assinatura do termo de aceite (documento que permite o encerramento do projeto, isentando a empresa de responsabilidade futuras) e o registro das lições aprendidas (que nada mais é que a documentação das experiências relevantes que contribuirão para futuros projetos similares).
Então o que é a gestão de projeto?Agora que vimos o que é o projeto e suas respectivas fases, fica mais fácil compreender o que é a gestão de projeto. Simples: “é a aplicação de técnicas, conhecimento e habilidades para garantir que um projeto tenha sucesso”. Gerenciar, administrar, coordenar ou gerir um projeto envolve todas as etapas apresentadas, do início ao fim, com planejamento, execução e controle das atividades.
Não é à toa que cada vez mais empresas estão investindo em gerenciamento de projetos, seja ministrando treinamentos aos colaboradores, incentivando sua participação em eventos sobre o tema, patrocinando especializações na área ou mesmo contratando consultorias especializadas no assunto.
A gestão de projetos é uma realidade em economias desenvolvidas desde a década de 1990, entretanto, somente nos últimos anos é que as empresas brasileiras despertaram para a necessidade de planejamento e organização de seus projetos. Se não fosse assim, muitas delas provavelmente não teriam sobrevivido à crescente competitividade do mercado. Realizar um gerenciamento eficiente dos projetos, mais que um importante diferencial competitivo, significa tornar a empresa mais ágil, mais dinâmica e pronta para entregar muito mais valor a seus clientes.
Sabemos que três conjuntos importantes de habilidades de gerenciamento de projetos são necessários para projetos bem-sucedidos, sendo elas:
• Habilidades técnicas de gerenciamento de projetos;
• Habilidades de liderança;
• Habilidades de gerenciamento estratégico e do negócio.
De fato, são os projetos que viabilizam o alcance dos objetivos das empresas. E como o ambiente de negócios é altamente competitivo, as organizações que pretendem se destacar em meio à concorrência devem criar, inovar, inventar e desenvolver. Esses esforços nada mais são que projetos! Devem, portanto, contar com gerenciamento adequado.

sábado, 10 de outubro de 2015

Uber da saúde revoluciona com médicos que vão à sua casa

O aplicativo Docway permite que se chame um médico com a mesma facilidade de pedir um táxi. Para usar, basta baixar o aplicativo (disponível para Android e IOS), cadastrar-se, encontrar um médico da especialidade (e do preço) desejada(o) e agendar a consulta. Em caso de emergência, o usuário não escolhe o médico, mas o aplicativo garante que um especialista vai bater na sua porta em no máximo três horas (nesse caso o preço é fixo: 200 reais).
"Além de ser muito prático, a gente acredita que o sistema serve para resgatar o contato humano entre médicos e pacientes, renovando a tradição de visitas domiciliares", diz Fábio Tiepolo, CEO da Docway.
Por enquanto, há cerca de de mil médicos cadastrados. Cada um deles define o tamanho da área na qual atua na cidade, o preço da consulta e disponibiliza sua agenda. Marcar consulta é muito simples.
O pagamento é feito pelo próprio aplicativo - por cartão de crédito - e, se o paciente tiver plano de saúde, pode pedir reembolso. O Docway é especialmente útil para encontrar médicos de família, pediatras, clínicos gerais e obstetras - especialidades que se beneficiam mais do atendimento domiciliar. Ao final de cada consulta, o paciente avalia o médico - mas, infelizmente, essas avaliações não ficam disponíveis para os próximos usuários.
"O Conselho Federal de Medicina proíbe que se divulgue esses dados", diz Tiepolo. "Mas nosso algoritmo favorece os médicos que fazem mais atendimentos e os mais bem avaliados - esses aparecem na frente quando alguém faz uma busca".
Renata CollinsO CEO garante que médicos consistentemente mal-avaliados serão descadastrados. Tiepolo diz que o número de médicos está crescendo rápido. "Hoje o SUS paga 12 reais por uma consulta. Um plano de saúde privado paga 30. Vale muito mais a pena para um médico cobrar R$ 100 ou R$ 150 para atender alguém em casa", diz. A Docway fica com uma fatia de 15%. Muitos dos especialistas cadastrados são médicos jovens, que ainda não têm consultório próprio ou ligação com algum hospital. Mas há exceções.
"Outro dia conheci um médico mais velho que se cadastrou e fui conversar com ele. Ele disse que tinha nostalgia do início da carreira, logo que se formou, quando visitava pacientes em casa, era convidado para um cafezinho..."
Além de Curitiba e São Paulo, o sistema já foi lançado em Belo Horizonte e Manaus - mas já há alguns médicos cadastrados em 40 cidades diferentes. Ainda este ano, ele irá se expandir para Goiânia, Florianópolis, Porto Alegre e Salvador. No próximo mês, algumas novidades estão previstas.
"Vamos integrar o Docway ao Uber, para que um médico possa ir à consulta de Uber, e o preço da corrida já seja automaticamente acrescido ao da consulta."
Além disso, será possível marcar consultas de emergência, com apenas uma hora de antecedência.Hoje o Docway agenda 200 consultas por mês - Tiepolo projeta crescer 70 vezes ainda em 2016 e chegar ao final do ano com 14 mil consultas/mês.

domingo, 20 de setembro de 2015

Startup vende seu carro usado em 1 hora sem dor de cabeça

Vender um carro usado costuma ser uma tarefa árdua. Se você optar por vender na internet, terá de negociar com pessoas que não conhece, e às vezes até deixar que um desconhecido dirija seu veículo para um test drive. Caso opte por vender para uma concessionária, pode perder alguns fins de semana em busca de uma que ofereça um bom valor pelo automóvel.
A startup InstaCarro oferece uma solução para este problema. A empresa promete fazer uma avaliação rigorosa do seu veículo e vendê-lo através de um leilão online com oferta para mais de 400 lojas e concessionárias do Brasil, garantindo o melhor preço possível. O processo todo dura apenas uma hora e você já sai com o dinheiro na conta.
Parece mentira, mas não é.
Renata Collins
Fundada no final do ano passado, a empresa traz para o Brasil um modelo de negócio que já faz sucesso nos Estados Unidos e na Europa. O negócio recebeu investimento semente de 3,5 milhões de dólares vindo dos fundos Lumia Capital e Tekton Ventures, FJLabs, além de investidores-anjo.
A ideia é ser um estoque online para concessionárias e lojas de veículos usados, que se beneficiam da inspeção feita pela InstaCarro e também contam com algumas vantagens na negociação.
Venda em uma hora
Para o vendedor, em geral uma pessoa física, o principal benefício está na rapidez e na transparência da negociação. O CEO e co-fundador Diego Fischer conta como funciona a venda:
“O cliente traz seu carro, a gente faz a inspeção, fotografa, coloca na internet e as lojas que começam a fazer ofertas. Junto com as informações online, temos uma equipe que entra em contato com possíveis compradores por telefone para oferecer o veículo. Ao final de uma hora, a gente fala para o cliente qual foi a maior oferta e cuida de toda burocracia.”
Se o cliente aceitar o lance oferecido, deve ir ao cartório para assinar o documento de transferência do carro e voltar à sede da InstaCarro com o documento em mãos para receber o depósito. O automóvel então passa para o nome da própria InstaCarro para só então ser vendido para a concessionária, o que reduz a burocracia.
O melhor de tudo: o serviço é gratuito para o vendedor.
Inspeção garantida
A inspeção do veículo é feita em apenas 30 minutos e confere 150 itens. Para dar conta da avaliação em tão pouco tempo, a empresa desenvolveu um aplicativo que guia o avaliador de forma inteligente por todos os pontos importantes do carro. As fotos do veículo são feitas já neste processo.
“O mercado de carros usados sempre teve esse problema. O comprador nunca sabe direito se o veículo já foi batido, se o motor foi recuperado, muitas vezes nem as lojas mais experientes conseguem detectar”, afirma Fischer.
Portanto, a inspeção da InstaCarro traz uma boa vantagem para as lojas compradoras. Segundo o executivo, caso o veículo não esteja no estado descrito pela inspeção, a loja recebe o seu dinheiro de volta (sem prejuízo para o vendedor do veículo).
Outra vantagem é a possibilidade de comprar apenas os carros que interessam à loja. “Muitas vezes, lojas pequenas de bairro precisam negociar lotes de veículos com as concessionárias maiores para conseguir os carros que desejam, o que pode significar modelos parados por muito tempo no estoque. Com a InstaCarro elas podem comprar apenas o que realmente interessa”, explica Fischer. A cada transação, as lojas e concessionárias pagam uma taxa para a InstaCarro.
50% ao mês
O negócio tem dado certo. A InstaCarro não divulga valores de faturamento, mas afirma que cresce entre 30% e 50% ao mês. A empresa tem em média 200 agendamentos de venda por dia. Com 40 funcionários, a startup tem atualmente 20 vagas em aberto.
O crescimento da empresa se reflete nos planos para o futuro. Hoje o centro de inspeção da empresa funciona num espaço no Itaim Bibi. Porém, a intenção é abrir oito novos espaços em São Paulo e pulverizar o atendimento pelas regiões da cidade.
Outra possibilidade para o futuro é atender também pessoas interessadas em comprar um usado – hoje, apenas lojas e concessionárias participam dos leilões. “Nada impede que mais para frente a gente faça uma parceria com concessionárias para oferecer os carros delas”, afirma Fischer.